Cinema político, essas coisas
Revi nesta semana “Persépolis”, a animação-diário de Marjane Satrapi sobre sua infância e adolescência num Irã em ebulição política e social. Alguns filmes ficam melhores na segunda vez, mas definitivamente não foi o caso aqui. Lembro-me de ter saído daquela seção na Mostra um tanto maravilhado… Bobagem. Eu estava bem ansioso para vê-lo e isso talvez tenha ocupado minha mente durante a projeção. O fato é que o filme não é tão bom assim, mas vale o ingresso.
Hoje vi “O Banheiro do Papa”. Esse ficou pra trás na Mostra e, bom, eu diria que é peculiar. Devido à visita de João Paulo II, um furor capitalista toma conta da pequena, pobre e precária Melo, no Uruguai. Moral da história: Deus castiga os que visam o lucro. Mesmo porque enriquecer é pecado, segundo a nova lista divulgada pelo Vaticano. Uma pena, mas vou pro inferno.
Papai Noel existe mesmo e mora lá… na Espanha
O bom velhinho chegou no dia 17 de novembro. A viagem da Espanha até a Holanda foi tranqüila, mas o navio teve alguns problemas quando se aproximava da costa batava, o que causou certa comoção na população presente para recepcioná-lo. No fim, tudo deu certo e São Nicolau desembarcou junto com seus ajudantes.
As crianças ficaram preocupadas quando o viram cair do cavalo (sem trocadilhos, gente), mas se tranqüilizaram pois um Pedro Preto rapidamente o ajudou a se levantar. Pedro Preto?
Pros moradores da Holanda e de Flandres, Sinterklaas mora longe, num país exótico, junto de seu ajudante, o Zwarte Piet. O Pedro faz o trabalho sujo: traz o saco com os brinquedos e doces que distribui descendo pelas chaminés.
Os pequenos deixam o sapato à beira da lareira e dão cenoura e feno para o cavalo de São Nicolau, sempre na expectativa de um presente bom e, claro, de não serem levados embora. Pedro e Nicolau têm um caderninho onde marcam tudo que as crianças fizeram de errado e podem dar surra de vara nelas.
Na pior das hipóteses, as seqüestram, numa espécie de homem do saco neerlandês. Sim, porque as crianças que se comportaram mal durante o ano são levadas embora para a Espanha no saco do Pedro Preto. Nada mais assustador, não é mesmo? Gosto muito das antigas tradições européias.

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